DIRETO DO CAMPO: pressão nos preços ou chance de reação? Confira

CHICAGO AINDA DIGERE A SAFRA AMERICANA
O mercado começa esta semana mais curta, devido ao feriado, ainda reagindo ao relatório de outubro do USDA, que elevou as estimativas de produtividade, produção e estoques de soja nos Estados Unidos, com números um pouco acima do esperado. Com isso, Chicago segue pressionada no curto prazo.

Outro ponto de atenção é que os fundos aumentaram suas apostas na alta da soja antes do relatório. Caso decidam vender parte dessas posições, os preços podem apresentar maiores oscilações nos próximos dias.

COLHEITA E ESMAGAMENTO NOS EUA
O USDA divulga hoje, terça-feira (13), os dados de avanço da colheita e embarques semanais. Segundo o último relatório, a colheita da soja nos EUA está mais lenta que a média dos últimos cinco anos, devido às chuvas. Novas precipitações podem interromper os trabalhos em parte do Meio-Oeste até quinta-feira, mas o tempo mais seco na sequência deve acelerar a colheita e aumentar a oferta.

Também na quinta-feira (15), a NOPA divulga os dados de esmagamento de soja de setembro. Um resultado forte pode indicar boa demanda interna nos EUA e ajudar a sustentar os preços.

CHINA CONTINUA SENDO A PEÇA-CHAVE
A soja americana segue com tarifa adicional para entrar na China. Com isso, as compras chinesas nos EUA continuam concentradas nas empresas estatais, enquanto as indústrias privadas preferem a soja da América do Sul.

Novas compras chinesas podem ajudar a sustentar os preços em Chicago. Caso contrário, o mercado volta suas atenções para a colheita americana.

CONAB E PLANTIO RECORDE ABREM A SAFRA 2026/27
No Brasil, o plantio da soja avança em ritmo acelerado, com Mato Grosso à frente da safra passada e da média dos últimos cinco anos, segundo o Imea. As chuvas devem se espalhar nos próximos dias por áreas produtoras de Mato Grosso, Rondônia e do Centro-Oeste, favorecendo o plantio.

No Matopiba, as chuvas devem retornar de forma irregular a partir do fim de semana. A expectativa de uma grande safra brasileira pode pressionar os preços. Por outro lado, os prêmios de exportação firmes ajudam a reduzir os impactos das quedas de Chicago no mercado brasileiro.

COMPRADORES ESTÃO SEM PRESSA NO MERCADO INTERNO
No Brasil, o milho perde competitividade nas exportações. Com Chicago em queda, real mais forte e prêmios mais baixos, o milho americano chega a ser mais barato que o brasileiro em alguns destinos. Com isso, sobra mais milho no mercado interno.

Os compradores estão bem abastecidos e negociam sem pressa, enquanto os produtores aceitam maior flexibilidade nos preços e prazos. A demanda das usinas de etanol de milho e do setor de carnes segue firme, mas os preços devem continuar pressionados no curto prazo.

CONAB E A JANELA DA SEGUNDA SAFRA
Na quinta-feira (15), a Conab divulga o 1º Levantamento da safra 2026/27, com as primeiras estimativas para o milho verão e para a segunda safra. O plantio rápido da soja abre uma janela melhor para o milho segunda safra e reduz o risco de plantio fora da época ideal.

Mesmo assim, o clima merece atenção. O noroeste de Mato Grosso ainda precisa de chuva, e os modelos indicam risco de chuvas abaixo da média em partes do Brasil em dezembro e no verão. Esse ponto pode voltar a sustentar os preços mais à frente.

OFERTA AMERICANA MAIOR PRESSIONA CHICAGO
O milho começa a semana pressionado pelo relatório do USDA, que elevou as estimativas de produtividade, produção e estoques nos EUA acima do esperado pelo mercado. Com isso, os preços seguem pressionados no curto prazo.

Por outro lado, alguns analistas questionam esses números e acreditam que a produção pode ser revisada para baixo nos próximos relatórios. Além disso, os produtores americanos estão segurando as vendas, o que pode limitar quedas maiores nos preços.

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