
CLIMA NOS EUA
Na virada do mês, o mercado estará atento ao clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos. Em agosto, a soja americana entra na fase decisiva de enchimento de vagens, fundamental para a produtividade.
Caso os mapas indiquem seca prolongada, podem ocorrer fortes compras especulativas e aumento dos prêmios de risco na Bolsa de Chicago.
BRASIL EM ALERTA
A MetSul alerta para dois novos episódios de chuva intensa no Rio Grande do Sul, com volumes de até 250 mm, risco de novas cheias e temporais, associados ao Super El Niño.
O balanço de sexta-feira já apontava danos em mais de 40% dos municípios gaúchos. O produtor deve ficar atento aos impactos na logística e na infraestrutura de escoamento.
CONDIÇÕES DAS LAVOURAS
Além do clima, o mercado acompanhará de perto o relatório semanal de Progresso de Safra do USDA. Os operadores buscarão sinais de que o calor do fim de julho prejudicou as lavouras avaliadas em condições boas e excelentes.
Uma queda expressiva nesse índice pode dar força à soja para romper novas resistências na Bolsa de Chicago.
PAUSA NOS CONFLITOS
Os preços também ganharam suporte com o alívio das tensões entre Estados Unidos e Irã, após a interrupção dos ataques e a retomada das negociações diplomáticas. A menor preocupação com o fornecimento de petróleo, somada às conversas sobre o Estreito de Ormuz e a possibilidade de um acordo de paz, reduziu a aversão ao risco.
Por isso, o avanço das negociações no Oriente Médio seguirá influenciando o mercado de energia e, consequentemente, o complexo soja.
FRETES MARÍTIMOS PESAM
Os custos do frete marítimo seguirão no radar. O aumento das rotas e dos seguros por causa dos conflitos globais encarece a soja entregue na Ásia.
Para manter o produto brasileiro competitivo, as tradings podem reduzir o prêmio pago ao produtor nos portos, pressionando as margens FOB.
ARGENTINA ENTRA NA BRIGA
A concorrência com a Argentina exigirá atenção das tradings brasileiras. Caso o governo argentino prorrogue as isenções de impostos sobre as exportações, a soja do país seguirá mais barata e atraente para a China.
Isso pode reduzir a demanda pelos portos brasileiros e pressionar os prêmios pagos por aqui.

A PRESSÃO A OFERTA CONTINUA
O mercado interno de milho seguirá pressionado pelo aumento da oferta nas próximas semanas. Mato Grosso está finalizando a colheita dos últimos 10% da área, enquanto o Paraná avança com o tempo firme.
Com mais milho chegando aos pátios, a pressão de venda deve manter os preços físicos em níveis baixos no curto prazo.
SAFRA DOS EUA
Na Bolsa de Chicago, o mercado seguirá atento à fase de polinização nas Grandes Planícies dos Estados Unidos, período decisivo para o tamanho das espigas.
Caso o calor extremo volte de forma prolongada ao Corn Belt, os fundos podem realizar fortes compras para cobrir posições vendidas, impulsionando as cotações internacionais.
CONDIÇÕES DAS LAVOURAS
A situação das lavouras americanas seguirá sendo acompanhada pelo relatório semanal Crop Progress, do USDA. O mercado buscará confirmar se as boas avaliações atuais vão se refletir em produtividade.
Qualquer piora apontada pelo governo dos Estados Unidos pode ajudar a conter as fortes quedas recentes na Bolsa de Chicago.
CONCORRÊNCIA PESADA
A competitividade do Brasil no mercado externo será colocada à prova. Com a safra argentina estimada em 64 milhões de toneladas, o mercado asiático terá mais opções de compra na América do Sul.
Para aumentar as exportações e aliviar a oferta interna, os portos de Santos e do Arco Norte precisarão oferecer preços FOB bastante competitivos aos importadores.
GEOPOLÍTICA AINDA REQUER ATENÇÃO
Os acontecimentos no Mar Negro seguirão influenciando os prêmios do milho. Caso o acordo de paz avance e os corredores marítimos da Ucrânia se tornem mais seguros, os grãos do leste europeu poderão voltar a chegar com facilidade ao Oriente Médio e à Europa.
Isso reduziria a demanda hoje direcionada aos Estados Unidos e ao Brasil, pressionando as cotações globais.
🌎 MACROECONOMIA E OPORTUNIDADES
No cenário econômico, o mercado seguirá atento às decisões do Federal Reserve e aos dados de emprego dos Estados Unidos, que podem mexer com o dólar e o fluxo de investimentos para as commodities.
No Brasil, a Selic elevada continua favorecendo os ativos locais, enquanto o cenário fiscal e as tarifas americanas permanecem no radar. Carne bovina, café, itens energéticos e aeronaves ficaram isentos da tarifa adicional de 25%.
Diante dessa volatilidade, acompanhar as cotações em tempo real pela plataforma da Grão Direto é essencial para identificar oportunidades e travar margens com mais agilidade e segurança.
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