
SAFRA NORTE-AMERICANA
Nesta semana, o mercado deve acompanhar de perto o relatório de Progresso de Safra do USDA. Com o plantio nos Estados Unidos praticamente concluído e avançado em relação à média histórica, Chicago passa a olhar com mais atenção para as condições das lavouras, principalmente os índices de “Bom/Excelente”.
MERCADO CLIMÁTICO
O clima nos Estados Unidos deve ser o principal fator para os preços nesta fase. Os mapas indicam chuvas fortes e excesso de umidade em regiões importantes do Corn Belt nas próximas semanas. Se esse volume de chuva prejudicar a qualidade das lavouras ou afetar as plantas recém-nascidas, os fundos podem recomprar posições vendidas, gerando altas na Bolsa de Chicago.
GEADAS
No Brasil, o alerta climático está no extremo Sul. A chegada de massas de ar polar mantém o risco de geadas e temperaturas próximas de zero em áreas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mesmo com a colheita da soja finalizada, a alta umidade exige atenção nos armazéns, com boa aeração e controle rigoroso para evitar grãos ardidos nos silos.
RISCO GEOPOLÍTICO
No cenário internacional, o mercado segue atento ao cessar-fogo de 60 dias entre EUA e Irã. Se o acordo for quebrado e houver novas apreensões de navios no Estreito de Ormuz, os preços do petróleo e dos fretes marítimos podem voltar a subir. Por isso, as tradings monitoram o Golfo Pérsico de perto, já que o risco logístico ainda limita a recuperação dos prêmios nos portos brasileiros.
BIODIESEL ADIADO
As discussões sobre biodiesel também seguem no radar. O aumento obrigatório da mistura no diesel, de 15% para 16% no B16, teve a reunião do CNPE cancelada e deve ficar para 2027. Com isso, o mercado reduz a expectativa de um aumento imediato na demanda interna por óleo de soja.
ESTRATÉGIA COMERCIAL
Com supersafra no Brasil, juros altos, prêmios portuários mais baixos e oscilações em Chicago, o produtor precisa ter cautela na hora de vender. A estratégia é acompanhar bem o mercado e fazer vendas aos poucos, principalmente nos dias em que o dólar subir, aproveitando esses momentos para garantir preço e liquidez.

PRESSÃO NA COLHEITA
A chegada da colheita em Mato Grosso e Goiás deve aumentar a oferta de milho no mercado nas próximas semanas. Como muitas indústrias já estão abastecidas, a procura pelo cereal pode perder força. Com mais milho disponível e menor demanda, os preços podem ficar pressionados nas principais regiões produtoras do país.
ARMAZENAGEM NO LIMITE
A falta de espaço para armazenar grãos deve voltar a preocupar produtores do Centro-Sul. Com a colheita do milho avançando e muitos silos ainda ocupados pela grande safra de soja, pode faltar lugar para guardar a nova produção. Com isso, alguns produtores podem precisar vender mais rápido, mesmo com preços abaixo do esperado.
SAFRA NORTE-AMERICANA
Na Bolsa de Chicago, o mercado segue atento ao relatório de Progresso de Safra dos Estados Unidos, que sai hoje (15/06) no fim do dia. Com o plantio concluído mais cedo, a atenção estará nas notas semanais de lavouras “Boas e Excelentes” do milho já emergido. Qualquer problema climático no Corn Belt, como excesso de chuva ou calor, pode levar os fundos a ajustarem suas posições e mexer com os preços.
DEMANDA INTERNA
A procura por milho no mercado interno deve seguir firme, principalmente pelos setores de aves e suínos. Com os preços mais baixos, essas indústrias podem aproveitar para reforçar os estoques e garantir ração para os próximos meses. Já o etanol de milho pode perder um pouco de competitividade com a queda do petróleo.
EXPORTAÇÕES
Com o cenário mais estável no Oriente Médio, os embarques brasileiros tendem a ganhar mais segurança. Isso pode facilitar o escoamento da grande oferta da safrinha e ajudar a reduzir a pressão sobre os preços no mercado interno.
🌎 MACROECONOMIA E OPORTUNIDADES
A semana será marcada pela “Superquarta”, com decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. A expectativa é de manutenção das taxas, com juros altos nos EUA e Selic em 14,50% ao ano no Brasil.
A inflação brasileira também segue acima da meta, o que reforça a possibilidade de juros elevados por mais tempo. Esse cenário ajuda a manter o dólar acima de R$5,00 e reduz as chances de cortes de juros no curto prazo.
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