Mercado de grãos exige atenção redobrada nesta semana

RELATÓRIO USDA
A semana deve ser movimentada para a soja. Na quinta-feira, 11 de junho, o USDA divulga o relatório WASDE, que pode trazer ajustes na oferta e demanda global da safra 2026/27.

Além disso, nesta segunda-feira, 08/06, sai o relatório semanal das lavouras dos EUA. Com o plantio americano quase concluído, qualquer piora na qualidade das lavouras por causa do clima pode aumentar a movimentação dos fundos em Chicago e trazer mais volatilidade aos preços.

CLIMA EM FOCO
O clima nas regiões produtoras dos Estados Unidos segue no radar do mercado da soja. As previsões indicam chuvas regulares e temperaturas favoráveis para a germinação e o início do desenvolvimento das lavouras, o que vinha pressionando os preços em Chicago.

Por outro lado, qualquer sinal de excesso de chuva em algumas regiões ou frio fora de época que prejudique as lavouras recém-plantadas pode dar suporte imediato às cotações da soja.

CÂMBIO E GEOPOLÍTICA
No cenário externo, o mercado segue atento ao Oriente Médio e à economia dos Estados Unidos. O dólar continua sendo um ponto de apoio para os preços da soja no Brasil, após subir para a faixa de R$5,15, puxado por dados fortes de emprego nos EUA.

Além disso, as compras chinesas de soja sul-americana seguem ajudando o ritmo dos embarques brasileiros. Com isso, o câmbio e a demanda externa continuam compensando parte da pressão negativa de Chicago sobre os preços no Brasil.

RELATÓRIO USDA
A semana será importante para o milho, com a divulgação do relatório WASDE na quinta-feira (11/06). O mercado espera possíveis revisões na estimativa de produção da safrinha brasileira.

Por isso, os contratos futuros negociados na B3 e na CBOT podem ter uma semana de bastante volatilidade.

ACOMPANHANDO A SAFRINHA
O avanço da colheita no Centro-Sul do Brasil deve continuar pressionando os preços do milho no curto prazo. Mato Grosso está mais adiantado, enquanto o Paraná começa a acelerar os trabalhos conforme a umidade dos grãos permite a entrada das máquinas.

Com mais milho chegando ao mercado, os compradores internos ficam mais tranquilos e as indústrias podem comprar aos poucos, sem pressa. Por isso, entre junho e julho, a maior oferta da safrinha deve manter os preços físicos testando níveis de suporte.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS
O clima continua no radar do milho. Segundo o Inmet, junho deve ter temperaturas acima da média e chuvas irregulares na região central do Brasil.

Enquanto áreas como o norte do Mato Grosso do Sul e o Paraná têm lavouras em boas condições, Minas Gerais, Goiás e o norte de São Paulo já registram perdas pela estiagem no período de enchimento dos grãos.

Além disso, o calor em lavouras mais tardias e o risco de geadas nas áreas mais altas do Sul ajudam a limitar quedas mais fortes na B3.


🌎 MACROECONOMIA E OPORTUNIDADES


A semana marca a abertura da Copa do Mundo 2026 e o produtor precisa estar atento ao mercado. O dólar comercial teve forte valorização, puxado pelos dados positivos do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Esse dólar mais alto melhora a competitividade das exportações brasileiras de grãos, mas o cenário ainda exige atenção. O Boletim Focus desta segunda-feira elevou a estimativa da Selic para 2026 para 13,50% ao ano, aumentando a preocupação com os juros no Brasil.

Com tanta volatilidade, é fundamental acompanhar de perto os custos de produção e as variações dos preços. Pela Grão Direto, o produtor consegue monitorar as cotações em tempo real, identificar o valor ideal e aproveitar o melhor momento para fechar negócio pelo digital, com segurança.

Fonte: