DIRETO DO CAMPO: Semana começa com clima, dólar e milho no radar

CENÁRIO GLOBAL
No exterior, a semana começa com menos negócios por causa do feriado Memorial Day nos EUA, que fecha as bolsas americanas, incluindo Chicago. Depois disso, o mercado volta a olhar para o plantio da safra norte-americana. Com o avanço das lavouras, Chicago deve reagir a qualquer mudança no clima do Corn Belt, que hoje segue com condições favoráveis.

O FUTURO DAS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS NO BRASIL
O clima segue como um dos principais fatores que mexem nos preços. As novas projeções da NOAA indicam alta chance de um “super” El Niño a partir de setembro. No curto prazo, a atenção fica no tempo mais seco no Centro-Oeste e nas chuvas acima da média no Sul. Para o produtor de soja, o momento pede planejamento na compra de insumos e acompanhamento da umidade do solo antes do plantio da próxima safra.

VARIAÇÃO DO DÓLAR
Com a entrada de capital estrangeiro, o dólar chegou a ficar abaixo de R$5,00, mas voltou a subir na última semana. Para os próximos dias, a expectativa ainda é de um câmbio mais fraco, o que pode limitar os ganhos da soja no Brasil, mesmo com alta em Chicago. O Banco Central também reduziu a projeção do dólar para o fim do ano, de R$5,20 para R$5,17, reforçando a pressão sobre os preços internos durante a colheita.

MILHO SAFRINHA
A atenção segue no clima para o milho safrinha. O Inmet prevê menos chuvas no Centro-Oeste e temperaturas acima da média, o que pode reduzir a umidade do solo em junho em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Por isso, o mercado deve acompanhar de perto essas condições, já que qualquer piora pode mexer rapidamente nas cotações.

FERIADO NOS EUA
Com o clima trazendo volatilidade e Chicago fechada na segunda-feira por causa do feriado nos EUA, o produtor precisa acompanhar o mercado com atenção. Sem a principal bolsa global operando, os negócios no Brasil tendem a ter menor liquidez e maior influência do dólar, dos prêmios e das movimentações regionais. Nesse cenário, a comercialização digital pela Grão Direto ajuda o produtor a agir com mais agilidade e estratégia.

CUSTOS LOGÍSTICOS
Os custos logísticos seguem no radar do milho, já que o grão depende muito do transporte rodoviário e do preço dos combustíveis. O Boletim Focus elevou a projeção de inflação para 2026, de 4,92% para 5,04%, mantendo a sequência de altas. Com os combustíveis pressionando a cadeia, podem surgir oportunidades pontuais para vender milho disponível ou fazer travas futuras. Por isso, o produtor deve acompanhar de perto os preços e o frete.

🌎 MACROECONOMIA E OPORTUNIDADES
A semana começa com atenção à economia brasileira. O Boletim Focus elevou a projeção do IPCA de 2026 para 5,04% e do PIB para 1,89%. No câmbio, o dólar fechou a sexta-feira em alta, a R$5,03, influenciado por tensões externas e menor entrada de capital estrangeiro.

Com custos mais voláteis e margens apertadas, o produtor precisa acompanhar o mercado e seus custos de produção de perto. Pela Grão Direto, é possível consultar as cotações e, ao encontrar um preço alinhado à sua margem, fechar negócio com mais segurança e agilidade.

Fonte: