
SAFRA NORTE-AMERICANA
Chicago deve seguir acompanhando de perto o relatório de “Crop Progress” do USDA nesta terceira semana de maio. O plantio nos EUA avança bem, com estados importantes já superando 49% da área semeada.
Porém, mapas climáticos indicam risco de frio fora do normal em partes do Corn Belt. Se as baixas temperaturas começarem a atrapalhar o plantio, os fundos podem voltar às compras e gerar um prêmio de risco momentâneo na Bolsa.
CLIMA SEGUE NO RADAR
No Brasil, o clima deve definir os últimos movimentos logísticos da safra atual. O Inmet indica a chegada de uma forte massa de ar frio, com queda acentuada nas temperaturas e chuvas no Sul do país, impactando produtores que ainda estão finalizando a colheita.
No Rio Grande do Sul, quem ainda tem grãos no campo precisará acelerar os trabalhos antes que o excesso de umidade dificulte as operações.
FRETES E LOGÍSTICA CONTINUAM PRESSIONADOS
O mercado também segue atento aos altos custos e riscos do frete marítimo. Com o Irã mantendo ações agressivas e impactos no fluxo do Estreito de Ormuz, os seguros marítimos continuam subindo, pressionando ainda mais os custos das tradings.
Com isso, os prêmios nos portos brasileiros devem seguir pressionados, sem expectativa de recuperação rápida para níveis mais atrativos.
CUSTOS DE PRODUÇÃO PREOCUPAM
Os custos de produção também devem seguir pressionados pelos desdobramentos da guerra. Os conflitos entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz e os bloqueios no transporte marítimo reduzem as chances de queda nos custos de frete e fertilizantes importados. A tendência é de mais dificuldades operacionais e alta nos preços da ureia ao longo do próximo trimestre.

CLIMA COMANDANDO A SAFRINHA
O milho safrinha deve seguir com forte volatilidade em um período de transição climática. O Inmet alerta para contrastes intensos no clima, com risco elevado de geadas no sul do Paraná por causa de uma forte frente fria.
Ao mesmo tempo, o tempo seco e o calor intenso continuam pressionando áreas mais tardias em Goiás e no Centro-Oeste, mantendo o risco sobre a produtividade da safra.
SAFRA NORTE-AMERICANA NO FOCO
No cenário global, a Bolsa de Chicago seguirá acompanhando de perto o avanço do plantio nos Estados Unidos. Com uma área menor prevista para esta safra, o mercado deve reagir com mais sensibilidade aos dados do Crop Progress.
Caso os mapas climáticos continuem indicando risco de geadas nas áreas recém-semeadas do norte dos EUA, as cotações podem voltar a subir rapidamente.
EXPORTAÇÕES ENTRAM EM ALERTA
No escoamento da safra, o Irã também entra no radar do mercado. Como um dos principais compradores do milho brasileiro, existe preocupação de que novos conflitos ou sanções prejudiquem a chegada dos navios brasileiros na região.
Caso ocorram interrupções no corredor do Golfo Pérsico, o Brasil poderá ficar com volumes maiores no mercado interno, aumentando a pressão sobre os preços.
ETANOL DE MILHO AINDA SUSTENTA PREÇOS
A demanda das usinas de etanol no Centro-Oeste segue dando suporte ao mercado físico brasileiro. Com o petróleo em alta no cenário internacional, o etanol continua competitivo, mantendo as indústrias ativas na compra de milho.
🌎 MACROECONOMIA E OPORTUNIDADES
O cenário macroeconômico segue favorecendo a valorização do dólar frente ao real, com inflação projetada acima da meta e juros elevados no Brasil. Segundo o último Boletim Focus, o IPCA para 2026 foi estimado em 4,92%, enquanto a Selic deve permanecer em 13,25%.
Esse cenário mantém o câmbio como um dos principais fatores de sustentação dos preços agrícolas no país. Por isso, acompanhar as oscilações do mercado e as margens de rentabilidade será cada vez mais importante para o produtor.
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