DIRETO DO CAMPO: Clima e tensão geopolítica mexem com o mercado

SAFRA NORTE-AMERICANA
O mercado começa a semana de olho no relatório de Progresso de Safra (Crop Progress) do USDA, divulgado na segunda-feira (4). O plantio de soja nos EUA avança em ritmo acelerado, já passando de 12% da área em estados importantes, bem acima da média histórica para esse período.

CLIMA CONTINUA NO RADAR
O clima de maio exige atenção no fim da safra. O Inmet indica chuvas acima da média no Sul. Esse excesso pode prejudicar lavouras que ainda não foram colhidas, aumentando o risco de vagens apodrecerem, perda de qualidade e grãos ardidos no RS e em SC.

MORATÓRIA DA SOJA
No Brasil, o mercado acompanha o desfecho da Moratória da Soja. O prazo do Supremo Tribunal Federal para propostas de conciliação terminou em 30 de abril. Agora, a expectativa é pelas próximas decisões, que podem mudar as regras de comercialização de soja em áreas do Cerrado e da Amazônia Legal.

TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO CONTINUA
As tensões no Estreito de Ormuz seguem pressionando petróleo e frete para cima. Se o cenário piorar, o dólar pode oscilar forte, exigindo mais agilidade do produtor para travar bons preços e proteger a margem.

CLIMA NO RADAR
O clima segue sendo o principal fator para o milho safrinha. Uma massa de ar frio aumenta o risco de geadas no Sul, enquanto o Inmet aponta continuidade do tempo seco em Goiás e Mato Grosso do Sul. Esse cenário eleva o risco de perdas, principalmente nas lavouras mais tardias, e pode puxar os prêmios nos contratos futuros da B3.

SAFRA NORTE-AMERICANA
O mercado global do milho acompanha o relatório Crop Progress do USDA (4 de maio). O plantio nos EUA segue dentro do esperado. Se avançar forte nos próximos dias, pode pressionar os preços em Chicago Board of Trade.

DEMANDA INTERNA AQUECIDA
No mercado interno, a demanda das usinas de bioenergia segue forte e sustenta os preços. Com o etanol de milho mais competitivo, puxado pela alta do petróleo, as indústrias do Centro-Oeste devem continuar comprando milho com mais intensidade para garantir a moagem do segundo semestre.

EXPORTAÇÕES AMEAÇADAS
O mercado de exportação segue em alerta com o cenário geopolítico. O Irã é um dos principais compradores do milho brasileiro, mas as tensões e riscos no Estreito de Ormuz podem dificultar o escoamento. Isso aumenta o risco de parte da produção ficar no mercado interno, pressionando os estoques.

🌎 MACROECONOMIA E OPORTUNIDADES
O mercado iniciou o mês ajustando as decisões da “Superquarta” (29/04). O Federal Reserve manteve os juros nos EUA (3,5% a 3,75%), enquanto o Copom reduziu a Selic para 14,50%. Esse cenário fortalece o dólar frente ao real.

Para o produtor, o câmbio mais alto ajuda a compensar a queda dos prêmios nos portos. Por isso, é essencial acompanhar o mercado de perto, olhar os custos de produção e aproveitar oportunidades quando o preço estiver dentro de uma margem segura.

Fonte: