DIRETO DO CAMPO: Clima e juros no radar do mercado de grãos

AGENDA ECONÔMICA EM DESTAQUE
O mercado da soja fica de olho na economia e nos juros, que mexem direto com o câmbio e os investimentos. Destaque para a reunião do Copom, com expectativa de corte de 0,25 ponto na Selic, indo para 14,5% ao ano. Mesmo ainda alta, isso impacta o custo do crédito rural e o planejamento do Plano Safra 2026/27.

Lá fora, a decisão do Federal Reserve também pesa. Ela pode mexer no dólar (USD/BRL) e, com isso, afetar diretamente o preço da saca no Brasil.

MONITORAMENTO CLIMÁTICO
O clima passa a ser ponto de atenção com o avanço do El Niño, que ganhou mais força nas previsões de órgãos como Inmet e NOAA. A tendência é de mais calor no Pacífico, com chuva acima da média no Sul e irregularidade de chuva no Centro-Oeste e Nordeste.

Na prática, isso impacta a soja. No Sul, o excesso de chuva pode atrapalhar a logística e o escoamento. Já em regiões como Mato Grosso e Goiás, a preocupação é com a umidade para a próxima safra, já que podem ocorrer dias de estiagem e afetar a janela de plantio.

MERCADO GLOBAL
O mercado fica atento aos dados dos EUA, com o relatório semanal de exportações do USDA e as condições das lavouras saindo nesta segunda-feira, 27.

Se o plantio por lá continuar avançando rápido, a CBOT pode sentir pressão de baixa. O motivo é a expectativa de safra cheia nos EUA, aumentando a oferta global justamente quando a América do Sul ainda está escoando uma produção recorde.

SAFRINHA EM FOCO
O principal fator para o milho continua sendo o clima no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

A previsão indica tempo seco em estados como Goiás e Mato Grosso, o que piora a falta de água para o milho safrinha mais tardio. Se não vier chuva nos próximos 7 dias, é provável que consultorias revisem para baixo a produção nacional, que hoje está em nível recorde.

SENSIBILIDADE NA LOGÍSTICA
A divulgação do IGP-M de abril nesta semana será importante para entender o custo no atacado, impactando diretamente as negociações de frete e insumos nas próximas semanas.

No milho, isso pesa ainda mais, já que o mercado é muito sensível ao custo logístico. Se houver pressão nos combustíveis, esse aumento tende a chegar rápido nas cotações, principalmente nas regiões consumidoras do Sul e Nordeste.

🌎 MACROECONOMIA E OPORTUNIDADES
Abril caminha para o fim com pressão de custos, mas também com tentativa de estimular a economia. O possível corte na taxa de juros nesta semana vem nessa linha, mesmo com combustíveis em alta.

A semana será mais curta por conta do feriado de 1º de maio, o que deve concentrar os negócios e a volatilidade até quinta-feira. Nesse cenário, a Grão Direto ajuda você a aproveitar melhor o mercado, com preços atualizados em tempo real. Além disso, conta com recurso definição de “preço-alvo” e serviços financeiros.

🇧🇷 AQUI NO BRASIL

Esta semana começa a Agrishow, em Ribeirão Preto-SP, um momento importante para sentir o clima do mercado físico e as intenções de plantio para a próxima safra. O movimento da feira pode impactar a venda de milho, já que muitos produtores aproveitam para negociar e financiar máquinas ou insumos.

Vale ficar atento também às oportunidades de barter que surgem nesses eventos, avaliando se a troca entre milho e insumos está valendo a pena.

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