
📃Relatório WASDE: O principal gatilho de volatilidade da semana é a divulgação do relatório WASDE de fevereiro do USDA, marcada para terça-feira (10/02), às 13h. O mercado trabalha com um viés mais cauteloso, diante de revisões anteriores que elevaram os estoques finais norte-americanos e mantiveram a produção brasileira em patamares elevados, cerca de 178 milhões de toneladas. Caso o USDA confirme que a demanda global, mesmo com compras chinesas, não seja suficiente para absorver a oferta recorde, Chicago pode testar níveis mais baixos. Nesse cenário, o produtor deve redobrar a atenção, monitorar o relatório, a resposta do mercado e avaliar oportunidades pontuais.
🌦️Condições climáticas: Os cenários divergem em função da região. No Cone Sul, altas temperaturas e falta de chuvas no Rio Grande do Sul e na Argentina, já resultam em perdas visíveis de produção, consideradas irreversíveis em algumas regiões. Essa quebra argentina pode oferecer sustentação às cotações, mesmo com a entrada da safra recorde do Mato Grosso. Ao mesmo tempo, o excesso de chuvas no Centro-Norte do Brasil tende a pressionar a logística, elevando custos e exigindo do produtor atenção redobrada ao momento de comercialização.
✅ Oportunidades: O foco deve seguir na paridade de exportação, hoje pressionada pela combinação de dólar fraco e prêmios reduzidos, que têm limitado a formação de preços no mercado interno mesmo em dias de alta em Chicago. Não há, por ora, expectativas de grandes saltos no câmbio, mantendo a tendência para essa semana. Com a colheita do Mato Grosso entrando no pico, a oferta imediata tende a manter essa pressão como uma tendência típica de safra, com a oferta segurando altas significativas de preços que acompanhem Chicago.
Com base nos fatores apresentados, portanto, deveremos ter uma semana de novas baixas pressionadas pela colheita e, quem sabe, também pelo relatório WASDE.

🌱 Expectativas de produção: A divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA em 10 de fevereiro trará clareza sobre o tamanho da safra norte-americana e os estoques globais, com a expectativa de que o órgão confirme uma produção volumosa nos EUA, o que poderá exercer uma pressão baixista sobre Chicago se não houver um corte significativo nas estimativas para a Argentina. Entretanto, a situação na Argentina, que enfrenta calor estressante e seca severa com perdas projetadas na produtividade do milho semeado cedo, será o contraponto necessário para evitar quedas livres nas cotações internacionais.
🌽Plantio safrinha: No Brasil, a atenção do mercado estará voltada para a janela ideal de plantio da safrinha, essencial para a produtividade média nacional. No Mato Grosso, a semeadura já atingiu 28,30% da área estimada segundo o IMEA, saltando 12,71 pontos percentuais na última semana graças ao ritmo acelerado da colheita de soja. Ao mesmo tempo, isso representa 5% a mais do que o mesmo período do ano anterior. Nesse cenário, as condições climáticas para essa semana são chave para guiar os preços no curto prazo.
🚨 Realidades regionais: O produtor deve estar atento ao fato de que, embora os preços internos estejam firmes, a entrada da safra de verão e o aumento das ofertas de milho por parte de produtores que precisam liberar espaço nos armazéns para a soja podem gerar janelas de queda temporária nas cotações físicas.
À semelhança das últimas semanas, a expectativa para esta é de um mercado mais frio e assimilando os números da safra, podendo recuar um pouco mais ao longo dos dias.
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