Veja o que pode movimentar o mercado de grãos esta semana 10/11/2025

💰CÂMBIO E VOLATILIDADE: O índice do dólar (DXY) segue em queda após dados mais fracos do mercado de trabalho dos EUA e aumento das demissões em outubro. Com a paralisação do governo, indicadores privados passaram a influenciar mais o mercado. A recente fraqueza do dólar contrasta com o rali anterior, quando o Fed reduziu as apostas em cortes de juros.

Agora, os contratos futuros do Fed Funds indicam 66% de chance de corte em dezembro, tornando o dólar sensível a dados trabalhistas e sujeito a alta volatilidade nas próximas sessões.

🌱 PLANTIO DA SAFRA 25/26: As chuvas em Mato Grosso ficaram abaixo do previsto na última semana, limitando o avanço do plantio, que atingiu 85,68% das áreas — avanço de 9,55 pontos percentuais na semana, mas ainda atrás do ritmo da safra anterior. As regiões Médio-Norte, Noroeste e Norte estão próximas de concluir a semeadura, enquanto Nordeste e Sudeste enfrentam maiores atrasos por falta de chuva.

O NOAA projeta volumes entre 35 e 55 mm nos próximos dias, o que deve favorecer a retomada do plantio e melhorar as condições de umidade do solo.

🌦️️️ CLIMA E RISCO AGRÍCOLA: Entre 9 e 15 de novembro, as chuvas ficam dentro da média em MT, GO, SP, MS e parte do PR, mas abaixo no MAPITOBA, SC, RS e parte de MG. Na semana seguinte, o volume se concentra em GO, MG, PR e SP, enquanto MT e TO seguem com déficit hídrico. O plantio avança abaixo da média histórica, e a irregularidade das chuvas eleva o risco de replantio e incertezas sobre a produtividade, exigindo cautela nas vendas antecipadas da safra 25/26.

O mercado tende a manter postura cautelosa, com câmbio instável e avanço lento do plantio sustentando os preços da soja.

🌽MERCADO INTERNO: O mercado de milho passa a considerar o atraso no plantio da soja como um novo fator de risco. As chuvas irregulares até meados de novembro afetam o calendário da soja e podem reduzir a área de milho safrinha dentro da janela ideal no Centro-Oeste. Essa mudança já começa a influenciar as projeções para a segunda safra e pode impactar a oferta futura.

🚢EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS: As exportações de milho do Brasil seguem abaixo do esperado, com boa parte da produção voltada ao mercado interno. A demanda aquecida das indústrias de etanol e proteína animal sustenta os preços e traz estabilidade às cotações. Nesse cenário, produtores mantêm cautela nas vendas, adotando estratégias graduais e aguardando melhores oportunidades no mercado externo.

🌎CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL: Os Estados Unidos seguem acelerando as exportações de milho, com embarques fortes para México, Coreia do Sul e Japão, o que reforça sua competitividade e mantém o mercado global bem abastecido, limitando altas no curto prazo. Já o Brasil enfrenta maior dificuldade para competir, diante do dólar pressionado e dos custos internos elevados.

O cenário indica estabilidade no curto prazo: a demanda interna firme sustenta os preços, apesar das exportações fracas e da pressão dos embarques norte-americanos. Nesta semana, a tendência é de preços estáveis, com leve alta em regiões onde os produtores mantêm retração nas vendas.