
🌦️️ CLIMA: o fenômeno La Niña deve trazer impactos climáticos distintos para o Brasil, criando uma forte variabilidade regional na safra de soja. Enquanto o Sul enfrenta risco de estiagem e calor, prejudicando as lavouras, o Norte e Nordeste (MATOPIBA) podem ser beneficiados com chuvas acima da média.
No Centro-Oeste, a previsão de chuvas regulares favorece um alto potencial produtivo, mas o Sudeste pode sofrer com estresse hídrico. Embora um La Niña fraco diminua o risco climático agregado do país, a gestão do calendário de plantio será crucial para mitigar perdas regionais, especialmente entre dezembro e janeiro.
💵 CÂMBIO: a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve em outubro e dezembro está impulsionando o mercado de títulos americanos e pressionando o dólar. Essa tendência é intensificada pela paralisação do governo dos EUA, que impede a divulgação de dados econômicos cruciais, como o relatório de emprego (payroll).
Com o Fed operando “às cegas”, a incerteza sobre a política monetária americana aumenta, impactando diretamente a cotação do dólar frente ao real e, consequentemente, a formação de preços e a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.

Enquanto isso, as usinas de cana reduziram em 12% a oferta de etanol, priorizando o açúcar devido à maior rentabilidade internacional. Mesmo com a queda recente da gasolina, o etanol hidratado segue valorizado em Ribeirão Preto.
As usinas de etanol de milho mantêm margens acima de R$ 1 por litro, impulsionadas pela venda do DDG, subproduto que responde por 25% da receita — reforçando a forte e crescente demanda pelo cereal brasileiro.
🌽MILHO NA CBOT E B3: sem dados da CFTC devido à paralisação do governo dos EUA, o mercado volta suas atenções ao plantio na Argentina, que alcançou 34%, 4% acima da semana anterior e uma semana à frente do ritmo de 2023, segundo a Bolsa de Buenos Aires. Desde o fim de setembro, o milho dez/25 acumula alta de US$ 0,07/bu, mantendo um histórico equilibrado — nos últimos 15 anos, o período entre outubro e novembro foi positivo em 6 anos, negativo em 8 e estável em 1.
No Brasil, o mercado interno segue lento, com compradores adquirindo apenas o necessário e produtores ainda resistentes em vender.