Veja o que pode movimentar o mercado de grãos esta semana 22/09/2025

O que esperar do mercado de Soja?
🌱 PLANTIO DA SAFRA 2025/26 NO BRASIL: O foco do mercado se desloca para o início do plantio da safra 2025/26 no Brasil, que já começou de forma gradual em estados-chave como Paraná e Mato Grosso. O avanço dos trabalhos está diretamente condicionado à chegada de chuvas mais regulares, esperadas para as próximas semanas. Consequentemente, as previsões climáticas se tornam o principal fator de influência para as cotações, pois moldarão as expectativas iniciais sobre o potencial produtivo da nova safra brasileira.

🌦️️ RISCO CLIMÁTICO COM AUMENTO DA PROBABILIDADE DE LA NIÑA: Um fator de risco significativo foi adicionado ao cenário com a notícia de que a probabilidade de formação do fenômeno La Niña durante a primavera aumentou, conforme alertas de agências meteorológicas. Mesmo um evento de fraca intensidade está historicamente associado a um padrão de chuvas irregular e abaixo da média para a Região Sul do Brasil. Isso representa uma ameaça direta ao potencial produtivo de estados importantes, podendo inserir um prêmio de risco climático nos preços futuros da soja.

🔍 JANELA DE OPORTUNIDADE PARA PRÊMIOS BRASILEIROS: A agenda da semana é marcada pela expectativa do novo relatório de Acompanhamento de Safra do USDA, que detalhará o avanço da colheita nos EUA. À medida que a oferta norte-americana entra no mercado, a janela de oportunidade para o Brasil capitalizar os atuais prêmios elevados se estreita consideravelmente. Este cenário torna as próximas semanas um período crucial para a comercialização do volume restante da safra 2024/25, buscando aproveitar as condições favoráveis antes que a concorrência se intensifique.

O que esperar do mercado de Milho?
📜 PRESSÃO DA COLHEITA AMERICANA: A evolução da colheita nos Estados Unidos continuará sendo o principal fator de pressão sobre as cotações globais na próxima semana. O mercado aguarda com grande expectativa o relatório de Acompanhamento de Safra do USDA, que será divulgado na segunda-feira. Uma aceleração nos trabalhos de campo tem o potencial de consolidar o viés de baixa para os preços em Chicago, reforçando o cenário de ampla oferta mundial.

🌱 PLANTIO DA PRIMEIRA SAFRA NO BRASIL: No cenário doméstico, as atenções se voltam para o plantio da primeira safra de milho, fundamental para o abastecimento interno no primeiro semestre. Os trabalhos já avançaram em 1,6% da área estimada no Centro-Sul, com o ritmo agora dependente da chegada de chuvas mais regulares. O bom estabelecimento desta safra será crucial para a formação de preços no mercado brasileiro nos próximos meses.

🐖 DEMANDA INTERNA VS. OFERTA GLOBAL: A semana deve manter a disputa entre a pressão da oferta externa e o suporte da demanda interna no Brasil. Enquanto a forte competitividade do milho americano pode limitar as exportações brasileiras, o consumo interno aquecido segue fornecendo um piso sólido para as cotações domésticas. Este equilíbrio sugere um cenário de preços lateralizados no Brasil, com a dinâmica local sendo mais influente que os movimentos de Chicago.

A semana foi marcada pela divergência nas políticas monetárias globais, com o Federal Reserve dos EUA cortando sua taxa de juros para o intervalo de 4,00% a 4,25%, enquanto o Copom no Brasil manteve a Selic em 15,00% ao ano. Essa dinâmica tende a aumentar a atratividade do real, podendo exercer uma pressão de baixa sobre o dólar.

Para o agronegócio, um real mais forte tem um efeito duplo: por um lado, comprime a receita em reais das exportações, deixando nossas commodities menos competitivas globalmente, mas, por outro, barateia a importação de insumos dolarizados para a próxima safra. É fundamental que o produtor esteja atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção.

➡️ Acompanhe as cotações pela Grão Direto e, ao identificar um valor alinhado a uma margem de lucro saudável para seu negócio, aproveite! Negocie de forma digital, acumule pontos e troque por prêmios exclusivos.