
🚢FRETES INTERNACIONAIS: Donos de navios correm para se adequar às novas regras do Departamento de Comércio dos EUA, que preveem taxas extras para embarcações de fabricação, propriedade ou financiamento chinês. A medida, ainda não oficializada, encarece o frete, reduz competitividade e pode afetar exportações de grãos e compras da China nos EUA.
🪙CÂMBIO: Nos EUA, os dados de emprego de agosto, sobretudo o payroll, podem redefinir os rumos do Fed. No Brasil, PIB do 2º tri e produção industrial devem refletir os juros altos, influenciando a Selic. A agenda inclui ainda balança comercial e PMI industrial. O cenário externo positivo tende a sustentar o Ibovespa em alta, o dólar em baixa e a queda dos juros na abertura.
🌦️CLIMA SAFRA 25/26: A partir de setembro, frentes frias devem romper o bloqueio atmosférico, trazendo chuvas ainda irregulares nas áreas centrais, mas mais consistentes na segunda quinzena. Em outubro, o regime úmido se instala de forma definitiva, favorecendo o plantio da soja.
O cenário indica safra dentro da normalidade climática, com chuvas mais cedo que em 2024/25, embora irregulares em setembro. O maior risco é a má distribuição e tempestades localizadas. No mercado, a expectativa é de pouca volatilidade, com preços sustentados pelos prêmios nesta semana.

🌽DEMANDA: Apesar da colheita recorde da segunda safra, o Brasil perde espaço no mercado global. Os EUA devem colher cerca de 425 milhões de toneladas, com 19 milhões já vendidas para Ásia e Europa. A Argentina, com colheita quase concluída, pressiona as exportações. Assim, mesmo com grande oferta, o milho brasileiro não é o mais barato. No mercado interno, a demanda aquecida segue sustentando as cotações.
🚢EXPORTAÇÕES: O programa avança lentamente, com possibilidade de atingir 40 milhões de toneladas em 2025, cenário improvável, mas não descartado. Nomeações aumentam, mas embarques seguem abaixo da média. Após atrasos da colheita em junho e julho, o entrave agora é o alto custo de originação, diante de farmer selling lento e compradores internos ativos.
Nesse contexto, câmbio mais baixo e fraca oferta de produtores sustentam os preços domésticos. O mercado interno deve ditar as tendências nesta semana, com milho em possível lateralização, à espera de fundamentos.