
🌱 ESTOQUES DE SOJA E SOJA ESMAGADA: Os estoques de óleo de soja nos EUA caíram ao menor nível em 21 anos, impulsionados pela forte demanda da indústria de biocombustíveis. Em julho, a soja esmagada atingiu recorde histórico, reforçando a escassez de derivados. Esse cenário sustentou a alta dos contratos em Chicago e deve manter a tendência nesta semana.
🌦️INÍCIO DO PLANTIO NO BRASIL DEPENDE DO CLIMA: Com o fim do vazio sanitário no Centro-Oeste em setembro, o plantio depende de chuvas consistentes. Previsões apontam início das chuvas, mas ainda em volumes insuficientes — qualquer atraso pode gerar volatilidade nas cotações, já que a safra brasileira é chave para o abastecimento mundial.
🪙CÂMBIO: O real brasileiro segue valorizado frente ao dólar, sustentado principalmente pelas elevadas taxas de juros internas, porém, os ganhos recentes podem estar perdendo fôlego. No curto prazo, o dólar pode até desvalorizar um pouco diante do real, mas a continuidade desse movimento depende de fatores políticos nacionais e internacionais.
Em resumo, a soja tem fundamentos positivos nos EUA, mas o clima no Brasil, prestes a iniciar o plantio, pode adicionar risco de volatilidade esta semana.

🌽OFERTA RECORDE NO BRASIL: A Conab elevou a estimativa da 2ª safra de milho para 109,6 milhões de toneladas, levando a produção total a 137 milhões — recorde histórico. A oferta abundante pressiona preços internos, com armazéns cheios e vendas aceleradas. A menor competitividade frente ao milho americano também limita exportações, reforçando o viés de baixa no curto prazo.
🚢EXPORTAÇÃO NORTE-AMERICANA: As exportações de milho dos EUA ganharam força, com as vendas semanais subindo 24% e já acumulando o dobro do volume registrado no mesmo período do ano passado. Esse ritmo firme ajuda a sustentar os preços em Chicago, atuando como um fator de suporte e limitando quedas mais acentuadas no mercado internacional.
O milho enfrenta choque de forças nesta semana: a pressão de baixa gerada pela safra recorde no Brasil e o suporte de alta vindo do bom desempenho das exportações americanas, apesar de não haver muita correlação entre as bolsas brasileira e americana. No curto prazo, o viés ainda é de leve baixa no mercado interno.