Veja o que pode movimentar o mercado de grãos esta semana 04/08/2025

🌱 SAFRA 25/26: a comercialização da soja da próxima safra no Mato Grosso está atrasada, com apenas 17,5% vendida até julho — bem abaixo da média histórica. Isso indica que o produtor está segurando as vendas, seja por margens apertadas ou na expectativa de melhores condições, especialmente em relação à troca com fertilizantes, que seguem relativamente caros comparado ao ano passado.

📝CLIMA NOS EUA E RELATÓRIO DO USDA: a previsão climática para os próximos 6 a 10 dias nos EUA segue favorável, sustentando a boa produtividade da soja e do milho. Com oferta global elevada, fundos de investimento intensificaram as vendas de contratos futuros em Chicago, pressionando os preços para baixo. Sem previsão de mudanças climáticas significativas, a tendência segue de queda nos preços na próxima semana.

🚢EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS: a demanda pela soja brasileira e os prêmios nos portos são fundamentais para sustentar os preços internos frente à pressão internacional. A boa evolução das lavouras nos EUA e a venda dos fundos em Chicago mantêm os preços pressionados. Com a comercialização da safra 2025/26 ainda lenta e custos altos, o produtor brasileiro segue cauteloso. A tendência continua de baixa para esta semana.

🌽 COLHEITA PRATICAMENTE FECHADA COM SAFRA CHEIA: a colheita do milho segunda safra avança conforme o esperado, com alta produtividade, confirmando uma safra robusta de cerca de 120 milhões de toneladas. Esse volume pressiona os preços e mantém os fretes rodoviários em alta, sem previsão de alívio no curto prazo.

💰MILHO BRASILEIRO SEGUE CARO: Mesmo com a colheita da segunda safra quase finalizada, o milho brasileiro segue mais caro que o americano. A demanda interna, especialmente da indústria de proteína animal e do etanol, tem sustentado os preços. No entanto, com a colheita dos EUA se aproximando e o milho americano mais competitivo no mercado externo, o produto brasileiro perde espaço. Se a demanda interna recuar a partir de outubro, o milho nacional pode buscar a paridade de exportação, atualmente defasada em cerca de R$ 13,00/saca.

A conclusão da colheita, aliada a uma safra cheia, aumenta a oferta e tende a intensificar a pressão sobre os preços. Mesmo com a demanda interna firme, os altos custos logísticos no Brasil e a maior competitividade do milho dos EUA reforçam um cenário de viés negativo nas próximas semanas.