
🚢EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS: As exportações brasileiras de soja tiveram um salto em julho/25, com previsão de 11,2 a 13,1 milhões de toneladas embarcadas, acima das 9,59 milhões do mesmo mês em 2024. A forte demanda externa, principalmente da China, sustenta os preços e gera boas oportunidades de venda em várias regiões. Esse ritmo deve seguir até a chegada da safra americana.
🌱 SAFRA 25/26: Consultorias projetam aumento de 1 milhão de hectares na área de soja no Brasil para a próxima safra. Se confirmado, a produção pode chegar a 175-180 milhões de toneladas. Esse crescimento amplia a oferta global, o que pode pressionar os preços no futuro.
O movimento vem da busca do produtor por escala para compensar margens apertadas com custos altos e preço travado, a alternativa tem sido plantar mais para manter a rentabilidade. O alerta é que o aumento da área, somado a uma safra cheia nos EUA, pode deixar o mercado ainda mais pressionado na safra 25/26.
Mercado segue pressionado e exige atenção nas vendas, com a aproximação da safra americana e expectativas de aumento de área plantada no Brasil. O cenário pressiona os preços no mercado disponível e nos contratos futuros.

🌽 SEGUNDA SAFRA: A colheita da segunda safra avança rápido no Mato Grosso, com mais de 77% da área colhida e boa produtividade, apesar do atraso em relação ao ano passado. Esse maior volume no mercado aumenta a pressão sobre os preços.
Além disso, o custo de frete alto, causado por gargalos logísticos, contribui para a queda dos prêmios pagos no interior.
🚢EXPORTAÇÕES: As exportações de milho desaceleraram em julho/25, com estimativa de 4,59 milhões de toneladas embarcadas, abaixo do registrado em julho/24. Isso indica uma perda de competitividade do milho brasileiro no mercado global, já que o milho dos EUA está sendo vendido a preços mais atrativos. Por conta disso, os compradores estão cautelosos, adquirindo apenas o necessário e aguardando a chegada da nova safra americana.
🌤️CLIMA: O tempo firme no Centro-Sul do Brasil está acelerando a colheita do milho segunda safra, tendência que deve seguir até o fim de julho. Por outro lado, a falta de chuva já preocupa o início da próxima safra, principalmente em regiões que dependem da umidade do solo para o plantio.
Com o avanço da colheita e a pressão logística no escoamento do grão, é pouco provável que o mercado registre altas relevantes no curto prazo. A tendência continua sendo de baixa na próxima semana.