Veja o que pode movimentar o mercado de grãos esta semana 30/06/2025

📊 USDA: O mercado está atento ao relatório dos EUA sobre área plantada e estoques, que pode gerar forte volatilidade. Para o milho, espera-se um leve aumento na área plantada em relação à intenção de março.

Já para a soja, embora historicamente haja redução, pode haver aumento nesta divulgação, o que traria impacto direto nas cotações. Surpresas nos estoques também podem influenciar os preços internacionais e o sentimento do mercado.

📑 ACORDO COMERCIAL: China e EUA firmaram um acordo em 27/06, suspendendo tarifas e restrições. A China garantirá o fornecimento de terras raras e, em troca, os EUA retirarão barreiras a produtos chineses. A medida traz alívio ao mercado global de commodities, reduzindo incertezas.

Para a soja, o acordo pode reabrir espaço para exportações dos EUA à China, dependendo da redução tarifária e da demanda chinesa. No caso do milho, o efeito é mais indireto, mas pode fortalecer a confiança do mercado.

No Brasil, a competitividade da soja e do milho segue forte se as tarifas contra os EUA forem mantidas. Porém, uma abertura maior pode aumentar a concorrência e pressionar os preços.

🌽 AVANÇO DA SAFRINHA: A colheita da safrinha de milho segue em ritmo lento no Centro-Sul do Brasil, bem abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e da média histórica. O clima será fundamental para definir o avanço dos trabalhos, e a concentração da colheita nas próximas semanas pode pressionar a oferta interna e os preços do milho.

🚢 DEMANDA DOMÉSTICA E EXPORTAÇÕES: A demanda interna segue aquecida, especialmente do setor de proteína animal e usinas de etanol, ajudando a sustentar os preços e limitar quedas. No entanto, as exportações brasileiras de milho permanecem em ritmo abaixo do mesmo período do ano passado. O mercado aguarda uma possível retomada dos embarques no segundo semestre.

📈 EXPECTATIVA DA SAFRA E VOLATILIDADE EXTERNA: A safra brasileira de milho 2024/25 tende a ser recorde, com expectativa de volume histórico. No cenário internacional, o mercado aguarda o relatório de área plantada e estoques dos EUA (USDA), que pode gerar volatilidade em Chicago e influenciar o sentimento global.

Apesar da queda nas exportações em relação ao ano passado, os preços do milho seguem, até o momento, acima dos níveis registrados no mesmo período de 2023.