
⛽ O CONFLITO E O PETRÓLEO: Após ataques dos EUA a instalações nucleares iranianas em Fordow, Natanz e Isfahan, o Irã anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz — por onde passam 20% do petróleo e 25% do gás natural liquefeito do mundo. A tensão elevou a volatilidade do petróleo, o que deve impactar diretamente as cotações do óleo de soja nesta semana.
🌱 O CONFLITO E OS FERTILIZANTES: O Irã, além de grande produtor de petróleo, é um dos principais exportadores de fertilizantes nitrogenados, com 5 milhões de toneladas exportadas por ano.
Esses insumos são amplamente usados na agricultura brasileira. Com a escalada do conflito, aumentam os riscos de alta nos preços e de problemas logísticos, o que pode pressionar ainda mais os custos do produtor rural, especialmente com os nitrogenados, que já vinham em recuperação desde maio.
💵CÂMBIO E INCERTEZAS: A alta da Selic para 15% (mais 0,25 ponto) tende a fortalecer o real ao atrair capital estrangeiro. Porém, as incertezas no Oriente Médio desviaram os investimentos para ativos mais seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA, o que manteve o dólar valorizado mesmo com juros altos no Brasil.
Com o cenário global incerto, a soja deve abrir a semana em alta em Chicago. No Brasil, porém, o produtor precisa de cautela: custos em alta podem anular os ganhos de preço. O câmbio e o petróleo serão os principais fatores a acompanhar nos próximos dias.

📈 ALTA DO PETRÓLEO: A alta do petróleo com o conflito no Oriente Médio favorece as usinas de etanol de milho, que operam com margens melhores. Com o etanol mais competitivo frente à gasolina, cresce o consumo interno e a demanda por milho, o que pode reduzir a oferta para exportação e aliviar a pressão de baixa nos preços, mesmo com a colheita em andamento.
🌽 COLHEITA ATRASADA: A colheita da segunda safra segue em ritmo lento. Até o dia 20 de junho, apenas 14,08% da área total havia sido colhida — bem abaixo do patamar da mesma época no ano passado (37,57%) e também da média dos últimos 5 anos (26,76%). Os dados indicam que esta é a safra com um dos menores avanços já registrados para este período, acendendo um sinal de alerta.
⛈️ CHUVAS NO RADAR: Chuvas previstas para 23 e 24 de junho em regiões que concentram 90% da segunda safra podem elevar a umidade dos grãos, atrasar a colheita e pressionar a capacidade de armazenagem. Isso pode gerar sobreposição de safras, aumento nos custos logísticos e impacto na qualidade do milho.
A demanda das usinas de etanol, aquecida pela alta do petróleo, pode dar suporte aos preços no curto prazo, mas o mercado segue volátil, com variações regionais ligadas à colheita e às compras internas.