
⚔️ EUA x CHINA: A China reduziu temporariamente as tarifas sobre a soja dos EUA, de 125% para 10%, o que permitiu compras simbólicas. Ainda assim, o fluxo segue concentrado no Brasil. As vendas semanais dos EUA para a China caíram 74%, totalizando apenas 61,4 mil toneladas – o menor volume de 2025. A Indonésia agora é o principal destino da soja americana, enquanto o Brasil domina 72% das exportações de soja para a China.
🌱 SAFRA NOS EUA: As fortes chuvas no Corn Belt (Iowa, Illinois e Indiana) têm desacelerado o plantio da soja, ameaçando a janela ideal de semeadura. A previsão indica volumes de até 150 mm em algumas regiões até 18 de junho, o que pode alagar os campos e dificultar o uso de maquinário.
Se as chuvas persistirem até 20 de junho, áreas ainda não plantadas podem ser abandonadas, reduzindo a área total cultivada em relação às estimativas iniciais. Após essa data, os produtores também perdem a cobertura do seguro, aumentando o risco financeiro. Diante disso, muitos podem optar por culturas de ciclo mais curto e menor rentabilidade, mas ainda dentro da janela viável de plantio.
📢 RISCO DO AGRO BRASILEIRO: A possível taxação de LCI e LCA, hoje isentas de IR para pessoas físicas, pode encarecer o crédito para o agronegócio e tornar esses investimentos menos atrativos. Isso dificultaria o financiamento de projetos, elevando custos de produção e impactando os preços ao consumidor. Embora aumente a arrecadação, a medida pode prejudicar a competitividade do Brasil no mercado global.
Enquanto isso, os preços da soja seguem sensíveis a fatores geopolíticos, como o conflito entre Israel e Irã, e ao início do novo acordo entre China e EUA. O dólar permanece sob pressão e pode ultrapassar R$ 5,50, o que tende a sustentar leves altas nas cotações em Chicago.

⚔️ EUA x CHINA: O acordo que reduz temporariamente tarifas também afeta o milho. Apesar do impacto limitado — já que a China importa pouco milho dos EUA — o movimento traz estabilidade ao mercado e pode gerar um leve aumento nas exportações americanas. Ainda assim, Brasil e Argentina seguem como fortes concorrentes, e o efeito nos preços é moderado devido à safra recorde nos EUA e estoques globais elevados.
🧭 GUERRA NO ORIENTE MÉDIO: O Irã foi o principal comprador de milho do Brasil em 2024, absorvendo mais de 35% das exportações, segundo a Secex. Também é um importante fornecedor global de fertilizantes nitrogenados, com o Brasil entre os principais destinos. Já Israel é o terceiro maior fornecedor de cloreto de potássio. Com a alta do petróleo — que subiu 8,1% na sexta-feira — os custos de produção, como o da ureia, tendem a subir. Caso o conflito entre Israel e Irã se intensifique, o barril pode voltar a superar os US$ 100.
🌱 BRASIL X EUA: A chegada da safra brasileira e a boa produtividade nos EUA pressionam os preços do milho para baixo. No entanto, estoques ajustados e demanda firme devem evitar quedas mais acentuadas, segundo a Conab. O atraso na colheita da safrinha pode limitar a oferta no curto prazo e sustentar os preços em algumas regiões. A disputa entre Brasil e EUA tende a se intensificar nas exportações, especialmente para a China.
🚢 EXPORTAÇÕES: Na semana até 5 de junho, os EUA venderam 791,3 mil toneladas de milho da safra 2024/25 — queda de 16% frente à semana anterior. Os principais compradores foram Japão, México, Colômbia, Coreia do Sul e Egito. Para 2025/26, houve cancelamento líquido de 29,6 mil toneladas, indicando lentidão nos contratos futuros. No total, as exportações somaram 1,691 milhão de toneladas (+3%).
As cotações do milho seguem pressionadas pela colheita no Brasil, mas a demanda interna tende a equilibrar os preços. No mercado global, o clima nos EUA será fator-chave para a volatilidade das cotações.