
🌱 DEMANDA DA CHINA
Até 20 de março, a China já tinha importado cerca de 15,3 milhões de toneladas de soja do Brasil. Como a viagem leva de 60 a 70 dias, os estoques por lá — que estavam baixos — começaram a se recuperar. Mesmo assim, como o processamento da soja na China ainda está lento, os prêmios continuam firmes. A expectativa é que, a partir da segunda metade de abril, com mais soja chegando nos portos chineses, os preços comecem a cair aqui no Brasil.
🌱 ARGENTINA
As vendas de soja pelos produtores argentinos estão no menor nível em 10 anos. Eles estão esperando possíveis benefícios fiscais e uma melhora no câmbio. Com menos soja sendo vendida na Argentina, a demanda por soja das indústrias no Brasil aumentou, já que a Argentina costuma ser o maior processador do mundo.
💵 DÓLAR
O dólar está perdendo força no mundo porque o mercado acredita que a guerra comercial iniciada por Trump deve continuar por mais tempo. No dia 2 de abril, ele deve anunciar novas taxas sobre produtos importados, e o Brasil pode estar entre os países afetados. Isso pode mexer com o câmbio e influenciar os preços da soja no Brasil.
🟢🔴 EXPECTATIVAS DE PREÇOS
No balanço das informações anteriores, poderemos ter uma semana positiva para a soja nesse início de mês, mantendo a tendência da última semana, com pressões de baixa mais evidentes apenas a partir da segunda quinzena do mês.

🌽 MERCADO INTERNO
O mercado interno continua forte, com preços firmes por causa da alta demanda. Na última semana, o Ministro de Minas e Energia anunciou que a mistura de etanol na gasolina vai subir de 27% para 30%. Isso deve aumentar a procura por milho para produzir etanol, o que pode reduzir a oferta e manter os preços altos nas próximas semanas.
🌦️ CONDIÇÕES CLIMÁTICAS
Os modelos do clima indicam uma fase neutra, sem El Niño nem La Niña. Isso é bom para o milho da segunda safra, pois deve trazer temperaturas mais amenas no Centro-Oeste e chuvas bem distribuídas nas regiões produtoras. Se esse clima continuar, a produção deve ser boa, sem grandes perdas.
📋RELATÓRIO USDA
O relatório de plantio dos EUA, que sai em 31/03, deve mostrar aumento de 4% na área de milho em relação ao ano passado. Isso já está fazendo os preços caírem. Se o aumento for confirmado, os preços devem seguir pressionados. Mas, se a área for menor que o esperado, os preços podem subir. Esse relatório é importante para orientar decisões de venda e compra no mercado.
🟢🔴 EXPECTATIVAS DE PREÇOS
Após baixas contínuas podemos ter uma semana de recuperação nos preços, ou ao menos de estabilidade, seguindo os fatores apresentados anteriormente, a depender principalmente do relatório do USDA.