Veja o que pode movimentar o mercado de grãos esta semana 24/03/2025

🚢 EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

As exportações de soja do Brasil seguem fortes, mesmo estando 26% abaixo do início do ano passado. Segundo a Secex, as exportações diárias cresceram 35,7% em relação ao mesmo período de 2024. Se esse ritmo continuar, o país pode exportar cerca de 17 milhões de toneladas em março. A soja brasileira está mais competitiva no mercado externo por causa da safra recorde e das disputas comerciais dos EUA. China, Tailândia e Espanha são os principais compradores.

🌱 SAFRA 2025/26 DOS EUA

Com o fim da colheita da safra recorde no Brasil, o mercado agora volta os olhos para a próxima safra dos EUA. A primeira previsão do USDA para 2025/26 mostrou que os americanos devem plantar mais milho do que soja, surpreendendo parte do mercado, que esperava uma redução maior na área de soja. No dia 31, será divulgado um novo relatório com dados mais detalhados. O início do plantio nos EUA será acompanhado de perto, pois pode influenciar diretamente os preços na Bolsa de Chicago.

💵 DÓLAR PRESSIONADO

Após o câmbio atingir a mínima do ano, o mercado reagiu a decisões de juros no Brasil e nos EUA, à aprovação do Orçamento de 2025 e ao aumento da cautela global. A guerra comercial tem elevado os custos nos EUA e pressionado a inflação, o que afeta a confiança dos consumidores. Com isso, crescem os temores de desaceleração ou recessão na economia americana. Esse clima de incerteza faz investidores buscarem segurança no dólar, fortalecendo a moeda.

🟢 🔴 EXPECTATIVAS DE PREÇOS

Diante dos cenários apontados, poderemos ter mais uma semana de muita indecisão, principalmente nas cotações de Chicago. A guerra comercial continuará no radar e poderá trazer surpresas ao mercado, podendo trazer oportunidades de vendas para o produtor brasileiro.

🚢 EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

As exportações de milho do Brasil caíram 32% nos dois primeiros meses do ano em comparação com 2024. Porém, em março, o volume diário exportado subiu 256% e pode passar de 1,5 milhão de toneladas. Ao mesmo tempo, o consumo interno segue forte e crescente. Esse cenário tem mantido os preços do milho em alta, acima da paridade de exportação.

🌦️ CLIMA FAVORÁVEL

Depois de semanas de pouca chuva, a previsão é de tempo chuvoso nos próximos dias. Segundo o Inmet, deve chover forte em partes do Pará, Tocantins, Maranhão e Piauí. No Sul, os volumes devem ser menores. As chuvas vêm em boa hora, já que boa parte do milho 2ª safra ainda está em crescimento. Porém, com a chegada do outono, há preocupação: as projeções indicam menos chuva que o normal em várias regiões do país.

🌽 DEMANDA NORTE AMERICANA

Nas últimas semanas, o milho dos EUA tem sido muito procurado, com preços mais atrativos que os do Brasil. A queda nas exportações brasileiras ajuda a reforçar essa vantagem. O México é o principal comprador, responsável por cerca de 42% das vendas para a safra 2024/25. O Japão também se destaca, com o maior volume de importação em quatro anos.

🌦️ SAFRA DA ARGENTINA

Nas últimas semanas, choveu bastante nas principais regiões produtoras da Argentina, mas a chuva chegou tarde demais para parte das lavouras, especialmente nas safras tardias do centro e norte dos Pampas. As regiões de Córdoba e dos Pampas foram as mais prejudicadas pela seca, enquanto Buenos Aires e Santa Fé sofreram menos. A produção deve ficar em 44,5 milhões de toneladas, abaixo dos 52,5 milhões do ano passado.

🟢 🔴 EXPECTATIVAS DE PREÇOS

Diante do cenário apresentado, a semana pode trazer um retorno da alta nas cotações da B3 (Bolsa Brasileira), com a possibilidade de superar os R$80,00 por saca. Como resultado, esse movimento deve se refletir no mercado físico brasileiro, com intensidade variando conforme a região.