Veja o que pode movimentar o mercado de grãos esta semana 11/03/2024

SOJA🌱🚜💨🌦️

  • Adversidades climáticas. As chuvas previstas na última semana ocorreram conforme esperado e há mais previsões para os próximos dias. De acordo com o último levantamento realizado pela Grão Direto, cerca de 50% dos produtores rurais entrevistados ainda não deram início à colheita, uma situação que se mantém diante da confirmação das chuvas. Esse cenário tem impactado a entrada da soja no mercado, resultando em aumentos nos indicativos de compra para entregas a prazos mais longos.
  • Custos logísticos de safra. Até o momento, o custo logístico ainda não se estabilizou em sua tradicional temporada de alta, devido ao atraso na colheita da safra de soja e ao baixo volume de negociações. No entanto, essa situação tende a mudar no próximo mês de abril, à medida que a colheita avança e os produtores se veem obrigados a cumprir seus compromissos financeiros. Até lá, os produtores terão a oportunidade de aproveitar preços atrativos, com custos logísticos mais econômicos para oportunidades de entrega CIF.
  • Exportações. Exportações de soja brasileira 30% acima do último ano podem indicar reversão na tendência do mercado, que até o momento estava muito pressionado pela baixa demanda. Essa informação casa com o aumento das exportações prevista no relatório do USDA.
  • Farelo e óleo no radar. A China está aumentando suas compras de farelo, enquanto a Malásia enfrenta desafios na produção de óleo de palma, fatores que têm contribuído para manter os prêmios próximos ao positivo para entregas em maio e junho. Além disso, com o aumento do consumo e da utilização de óleo vegetal no biodiesel, combinado com a iminência da temporada de alta dos combustíveis, a aceleração no avanço da colheita pode casar com um movimento positivo do mercado.

💰Poderemos ter uma semana com o recuo do dólar e subida da soja, recuperando algumas perdas dos últimos meses. No balanço final, pode ser uma semana positiva 💰

MILHO🌽🚜💨🌦️

  • A safra argentina, estimada em 56 milhões de toneladas pelo USDA, parece plausível dada a qualidade das lavouras reportadas. Com uma previsão de safra de inverno brasileira em 124 milhões de toneladas e uma demanda internacional em declínio, os produtores enfrentam a possibilidade de duas situações: uma quebra na safra de inverno ou um retorno significativo da demanda. Se a safra de inverno transcorrer sem problemas graves, é provável que vejamos uma pressão baixista adicional sobre a commodity em momento de olhares voltados para a segunda safra.
  • Exportações de milho. O programa de exportação do milho brasileiro ainda não decolou devido à falta de demanda atual e à competitividade do milho norte-americano, que está com preços mais baixos. As transações pontuais estão limitadas às usinas de etanol no interior do Mato Grosso e ao mercado interno de proteína animal. Apesar da resistência dos produtores em vender o cereal, reportes de clientes compradores da Grão Direto indicam que os armazéns estão cheios e apenas negociações pontuais estão ocorrendo. Essa semana não apresenta indicativos de mudança desse cenário.
  • Baixa demanda de importação chinesa. A China não está tão ativa na compra de milho atualmente, em parte devido à colheita de sua própria safra, mas também porque o farelo de soja está bastante acessível. Mesmo com estoques e margens apertadas nas esmagadoras chinesas, a demanda por farelo subiu, aumentando a quantidade de farelo na ração dos suínos. Além disso, a Ucrânia tem suprido as necessidades de curto prazo da China, exportando milho em quantidades modestas. Esse cenário continua pressionando negativamente os preços por aqui.

💰Após uma semana de considerável alta na bolsa, sem muito impacto no mercado físico, podemos atravessar mais uma semana em que a baixa demanda e resistência à venda reduzem os preços💰