Perspectivas do mercado para os próximos dias
O QUE ESPERAR DO MERCADO?
Clima. Para a próxima semana, o modelo climático norte-americano mostra bom volume de chuvas para o norte do Brasil, chuvas muito necessárias, por sinal. O Mato Grosso, como principal estado produtor, já apresenta necessidade de replantio em algumas áreas e registro de encurtamento do ciclo da cultura em outras. Caso as chuvas não venham, como prediz o modelo europeu, a necessidade de replantio aumentará com o passar dos dias, atrasando mais ainda a evolução da safra brasileira.
Programa de exportação. O programa de exportação de milho e soja brasileira tem crescido em bom ritmo, porém a logística tem sido um limitante. O “waiting time” (tempo de espera), dias que um navio leva desde sua nomeação até seu embarque total, tem aumentado no porto de Paranaguá. Pode-se atribuir isso à ineficiência logística e ao grande volume de chuvas. O indicador está diretamente ligado aos prêmios praticados no interior, sendo que esse aumento fará pressão negativa para os prêmios. No porto de Paranaguá a preferência é da soja, reforçando o que foi afirmado em análises anteriores sobre o programa de exportação brasieliro ultrapassar 100 milhões de toneladas até o mês de Dezembro.
Compras da China. A China comprou soja americana para embarque em Fevereiro, mesmo com o Brasil estando mais barato. A ineficiência logísticas dos portos e o menor teor de óleo da soja americana (que beneficia o estoque) motivaram o movimento. Com o maior comprador de soja do mundo focando na oleaginosa americana, os prêmios de exportação brasileiros poderão cair mais.
WASDE. No dia 09/11 o USDA divulgará o relatório WASDE. Com as dificuldades climáticas que a safra brasileira tem enfrentado, uma parte do mercado começa a apostar na redução do tamanho da safra de soja. Mercado ficará de olho, também, no tamanho da safra argentina.
Taxa de juros americana. Com o discurso feito na sexta-feira pelo presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, o mercado entendeu que o FED não aumentará as taxas de juros na sua próxima reunião dia 13 de dezembro. Esse sentimento poderá enfraquecer o dólar perante seus pares e, por consequência, poderá-se notar desvalorização do dólar nas próximas semanas. Ainda na última semana, esse movimento já foi observado.
No balanço dos eventos probabilísticos, a soja em Chicago poderá atravessar uma semana negativa, acompanhada pelo mercado físico brasileiro.
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Perspectivas do mercado para os próximos dias
O QUE ESPERAR DO MERCADO?
Limitações climáticas. O grande volume de chuvas tem impedido os produtores no sul do país de realizarem aplicações nas lavouras, para controle sanitário. Essa semana poderá dar sequência às mesmas dificuldades enfrentadas até o momento. Já na região norte do país, o modelo climático europeu apontou boas chuvas para a próxima semana.
Peste suína africana. O número de casos de peste suína africana (PSA) tem crescido e rapidamente. O epicentro é a província de Henan. O mercado de carne suína chinês está com uma oferta muito grande, mas caso a peste se espalhe o controle sanitário via abate afetará a demanda por milho.
Exportações. A entrada da safra chinesa no mercado e a chegada de ração vinda da Austrália e Ucrânia no mercado chinês, faz com que o milho brasileiro fique menos atrativo. Isso pode, por consequência, desacelerar nosso programa de exportação, que hoje se encontra em 36,4 milhões de toneladas embarcadas e 9 milhões nomeadas.
WASDE. Com a melhora do clima na Argentina, os produtores conseguiram e continuarão evoluindo no plantio, além disso, o milho já plantado começa a se beneficiar das chuvas. O mercado fica atento a estimativa de produção da Argentina que até o próximo relatório está em 54 milhões de toneladas.
Em função dos argumentos propostos, o milho poderá subir no mercado físico, precificando os fatores limitantes apresentados.
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