Perspectivas do mercado para os próximos dias
Abertura da janela de plantio. Paraná abrirá para plantio de soja dia 11/09/2023, enquanto Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo também terão janelas abertas essa semana, dia 16/09/2023.
Clima Brasil. Com a janela de plantio se aproximando, o clima se reforça como centro das atenções. A partir do dia 11/09/2023 abre-se a janela de plantio no Paraná, que acompanha previsão de chuvas para os próximos 7 dias, variando entre 45 a 70 mm. Positiva para as novas lavouras, as chuvas levantam preocupações sobre o “Tempo de espera” no porto de Paranaguá.
Produção Norte-americana. Essa semana será divulgado relatório de oferta e demanda pelo USDA, no próximo dia 12, trazendo números sobre a dimensão da safra americana. O último relatório trouxe uma expectativa de produção de 114,44 milhões de toneladas, que provavelmente será reduzida, em função da redução das lavouras em condições boas e excelentes de 58 para 53% em relatório divulgado semana passada. O mercado espera redução de até 1,3 milhões de toneladas. Na contramão desse cenário, a melhora do clima na região do cinturão pode beneficiar as lavouras e trazer boas perspectivas no futuro.
Moeda chinesa atinge seu patamar mais baixo em relação ao dólar desde novembro de 2022. Sem entrar no mérito das causas dessa derrocada, se o Yuan continuar nesse ritmo de desvalorização, a China, que ainda não está toda coberta para seu volume de soja, terá problemas para originar tanto no Brasil quanto nos EUA. Esse cenário surge em meio a ótimas expectativas de exportação. Segundo estimativas da ANEC, para este mês são esperados números significativos de exportação, na ordem de 7,3 milhões de toneladas de soja. Relatório da SECEX, divulgado esta semana, trará a resposta.
Alta do petróleo. Petróleo do Brent, negociado na bolsa de Nova York, atingiu o patamar de 90 dólares o barril. Para um FED que vem lutando contra a inflação, uma alta dessa magnitude em um ativo que está presente na base de toda a cadeia produtiva é de se preocupar. O petróleo é inflacionário e isso poderá afetar as futuras decisões sobre a taxa de juros americana.
Dólar. Diante das incertezas globais, aversão a risco e na iminente decisão sobre a taxa de juros americana que ocorrerá na próxima semana, lembrando que pressionada pela alta do petróleo, o dólar poderá ter uma semana de valorização frente ao real.
Perante os fatos apresentados, a soja em Chicago poderá apresentar uma semana positiva, o mercado físico brasileiro poderá seguir a mesma tendência, porém com os futuros sofrendo pressão de baixa.
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Perspectivas do mercado para os próximos dias
Exportações recorde, com questões a resolver. De acordo com a ANEC, antecipando números do SECEX, o embarque de milho pode alcançar 9,6 milhões de toneladas neste mês. Por outro lado, com 50 milhões de toneladas de milho para exportar até janeiro de 2024, os números de embarque estão muito aquém. Isso levanta questões importantes sobre a capacidade portuária de exportar esse total. Prêmios tendem a ser impactados por esse cenário.
Lavouras norte-americanas. Com mercado dividido e após uma semana mais estável em função dos feriados, mercado opera cauteloso antes do relatório de oferta e demanda que será divulgado na próxima terça-feira (12/09).
Projeções sobre a safra verão 2023/24. IMEA, Emater e Deral divulgaram projeções para a área e produção de milho 2024. As instituições reduziram área e produção de milho para a próxima safra. No geral, a produção potencial de milho de verão pode ser de 3 a 4 milhões de toneladas menor, e a produção de milho safrinha pode ser reduzida em mais de 10 milhões de toneladas. A curva na B3 já reflete esse cenário. O maior risco está associado ao mês de outubro. Se as chuvas não se estabilizarem, haverá atrasos no plantio da soja e, consequentemente, no plantio do milho safrinha. Isso provavelmente levará mais produtores a reduzir seus investimentos.
Os contratos futuros na Bolsa de Dalian registraram ganhos pela terceira semana consecutiva, com um aumento de 1,6% na semana passada e um aumento adicional de 1,7% nesta semana. Paralelamente, no mercado físico, os preços do milho também continuam a subir. Tradicionalmente, nessa época, os preços do milho na China deveriam estar em queda, refletindo a entrada da nova safra. No entanto, os produtores estão retendo seus estoques de milho, e a qualidade da próxima safra permanece como uma grande incógnita. Se esse cenário vier a progredir, as compras do milho brasileiro poderão aumentar por parte dos chineses.
As cotações poderão se manter estáveis. A espera do relatório e com ainda muito produto a ser negociado no mercado interno, nada tende a gerar fortes influências nas cotações domésticas. Cotações futuras podem ter uma semana de alta.
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