Termômetro de Mercado 09/06/2023

Acompanhamento Safrinha 2023

De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), foi estimada a produção de aproximadamente 163 milhões de toneladas de soja para a safra de 2023/24 no Brasil. Essa quantidade representa um aumento em relação às 155 milhões de toneladas colhidas em 2022/23. O plantio da nova safra está previsto para iniciar em setembro deste ano.

Quanto ao milho, o USDA prevê uma redução na produção para 129 milhões de toneladas na próxima safra, em comparação com as 130 milhões colhidas em 2022/23. Essa estimativa ainda depende dos resultados da colheita da segunda safra de milho para ser confirmada. Sendo assim, perguntamos aos PRODUTORES qual a quantidade de FERTILIZANTES que eles negociaram até o momento para a safra 2023/24.

Pode-se notar pelo gráfico, que muitos produtores negociaram, apenas, pequena parte da necessidade total de fertilizante. Observa-se que o Estado do Rio Grande do Sul é o que possui um número maior de pessoas que negociaram “até 25%”, da quantidade total que necessita comprar. Em seguida, vem Minas Gerais (com 31%) e Goiás, com 26% dos produtores.

Em contrapartida, pode-se observar que o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estão bastante avançados na negociação de fertilizantes, com 23% e 26%, respectivamente, de produtores que negociaram “acima de 75%”. Isso mostra que muitos produtores aproveitaram a queda nos preços dos fertilizantes garantindo as compras para a próxima safra.

De forma geral, de acordo com os resultados, é possível concluir também, que muitos produtores ainda não compraram o volume total de fertilizantes necessários para a Safra 2023/24. Isso evidencia o momento de indecisão de alguns produtores, diante da queda dos preços de grãos somado a expectativa de possível reação nos preços nos próximos meses.

Também perguntamos aos PRODUTORES qual a quantidade de DEFENSIVOS que eles negociaram até o momento para a safra 2023/24.

Para os defensivos, o cenário é diferente, em relação aos fertilizantes. Pode-se observar que grande parte dos produtores ainda não efetuaram as compras de forma significativa para a próxima safra. Historicamente, o produtor compra os defensivos de forma mais intensa no próximo semestre, e neste ano, não deve ser diferente. Com a tendência de queda do dólar, os produtores esperam comprar os defensivos com condições melhores mais a frente.